9 de ago. de 2011

Apostila de Raciocínio Lógico

Apostila de Raciocínio Lógico

Pessoal! Taí mais uma ótima apostila de raciocínio lógico.
Indice: 
1 -   Noções de logica
1.1 -Definições iniciais
1.2 -Conectivos lógicos
1.3 -Principais estruturas lógicas  e suas denominações
1.4 -Tabelas - verdade das estruturas fundamentais
1.5 -Outras definições
1.6 -Leis fundamentais do pensamento lógico
1.7 -Regras de equivalências
1.8 -tabela das negações de proposições compostas
1.9 -Proposições categóricasI
1.10 -Diagramas lógicos
1.11 -Exercicos propostos I
1.12 -Gabarito I
2 – Análise combinatória
2.1 -Princípio aditivo e multiplicativo
2.2 -Permutação simples
2.3 -Arranjo simples
2.4 -Combinação simples
2.5 -Permutação com repetição
2.6 -Arranjos com repetição
2.7 -Combinação com repetição
2.8– Exercícios resolvidos II
2.9 -Exercicios propostos II .

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Curso Completo de Raciocínio Lógico

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Conteúdo: Conceitos iniciais, Lógica de argumentação, Estrutururas lógicas, Diagramas lógicos, Associação lógica, Verdades e mentiras, Análise combinatoria, Probabilidade, Matriz e determinantes, Trigonometria, Geometria básica, Porcentagem, Exercicios e simulados.

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Apostila de Raciocínio Lógico-matemático


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5 de ago. de 2011

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Interface - Excel - Aula 01

Copiar Somar - Excel - Aula 02


Formatar Sequencias - Excel - Aula 03

Formatar Colunas Desfazer - Excel - Aula 04

Riscos Recortar Eliminar Inserir - Excel - Aula 05

Congelar Paineis e Porcentagem - Excel - Aula 06

Fixar celulas em formulas - Excel - Aula 07

Trabalhando com Planilhas(1) - Excel - Aula 08

Trabalhando com Planilhas(2) - Excel - Aula 09

Classificar e Agrupar Linhas e Colunas - Excel - Aula 10

Auto Filtro e Substituir - Excel - Aula 11

Comentario e Impressao - Excel - Aula 12

AutoFormatar e Teclas Atalho - Excel - Aula 13

Calculo Manual-Arredondamento-Atingir meta - Excel - Aula 14

Proteger Celulas e Planilhas - Excel - Aula 15

Procura Vertical - ProcV. - Excel - Aula 16

Funcao Arredondamento e Listas - Excel - Aula 17

Formatacao Condicional - Excel - Aula 18

Contese e Somase - Excel - Aula 19

Funcao Condicional - Excel - Aula 20

Graficos - Excel - Aula 21

Funcoes Banco de Dados - Excel - Aula 22

Tabelas Dinamicas - Excel - Aula 23

Formularios - Excel - Aula 24

Macros Basicas - Excel - Aula 25

4 de ago. de 2011

O que é coesão textual?

O que é coesão textual?

Palavras como preposições, conjunções e pronomes possuem a função de criar um sistema de relações, referências e retomadas no interior de um texto; garantindo unidade entre as diversas partes que o compõe. Essa relação, esse entrelaçamento de elementos no texto recebe o nome de Coesão Textual.

Há, portanto, coesão, quando seus vários elementos estão articulados entre si, estabelecento unidade em cada uma das partes, ou seja, entre os períodos e entre os parágrafos.

Tal unidade se dá pelo emprego de conectivos ou elementos coesivos, cuja função é evidenciar as várias relações de sentido entre os enunciados. Veja um exemplo de um texto coeso:


"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que o Brasil não vai atender ao governo interino de Honduras, que deu prazo de dez dias para uma definição sobre a situação do presidente deposto Manuel Zelaya, abrigado na embaixada brasileira desde que retornou a Tegucigalpa, há uma semana. Caso contrário, o governo de Micheletti ameaça retirar a imunidade diplomática da embaixada brasileira no país, segundo informou comunicado da chancelaria hondurenha divulgado na noite de sábado, em Tegucigalpa".
(Jornal O Globo - 27/09/2009)


Quando um conectivo não é usado corretamente, há prejuízo na coesão. Observe:

A escola possui um excelente time de futebol, portanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

O conectivo "portanto" confere ao período valor de conclusão, porém não há verdadeira relação de sentido entre as duas frases: a conclusão de não vencer não é possuir um excelente time de futebol. Analisaremos, a seguir, o problema na coesão:

É óbvio que existem duas ideias que se opõem, são elas: possuir um time de futebol x não vencer o campeonato.

Logo, só podemos empregar um conector que expresse ideia adversativa, são eles: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.


O período reescrito de forma adequada, fica assim:

A escola possui um excelente time de futebol, mas até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

...,porém até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,contudo até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,todavia até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,entretanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
..., no entanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
..., não obstante até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
 
 
A palavra texto provém do latim "textum", que significa tecido, entrelaçamento. Expondo de forma prática, podemos dizer que texto é um entrelaçamento de enunciados oracionais e não oracionais organizados de acordo com a lógica do autor.

Há de se convir que um texto também deve ser claro, estando essa qualidade relacionada diretamente aos elementos coesivos (ligação entre as partes).

Falar em coesão é necessariamente falar em endófora e exófora. Aquela se impõe no emprego de pronomes e expressões que se referem a elementos nominais presentes na superfície textual; esta faz remissão a um elemento fora dos limites do texto. Vejamos as principais características de cada uma delas:

  • Endófora é dividida em: anáfora e catáfora.
a) Anáfora: expressão que retoma uma ideia anteriormente expressa.

"Secretária de Educação escreve pichação com "x". Ela justifica a gafe pela pressa".

Observe que o pronome "Ela" retoma uma expressão já citada anteriormente - Secretária de Educação - , portanto trata-se de uma retomada por anáfora.

Dica: vale lembrar que a expressão retomada (no exemplo acima representada pela porção Secretária de Educação) é, também, chamada, em provas de Concurso, de referente ideológico.

b) Catáfora: pronome ou expressão nominal que antecipa uma expressão presente em porção posterior do texto. Observe:

Só queremos isto: a aprovação!

No exemplo, o pronome "isto" só pode ser recuperado se identificarmos o termo aprovação, que aparece na porção posterior à estrutura. É, portanto, um exemplo clássico de catáfora. Vejamos outros:

Eu quero ajuda de alguém: pode ser de você.
(catáfora ou remissão catafórica)

Não viu seu amigo na festa.
(catáfora ou remissão catafórica)

"A manicure Vanessa foi baleada na Tijuca. Ela levou um tiro no abdome".
(anáfora ou remissão anafórica)

Três homens e uma mulher tentaram roubar um Xsara Picasso na Tijuca: deram 10 tiros no carro, mas não conseguiram levá-lo. (anáfora ou remissão anafórica)
  • Exófora: a remissão é feita a algum elemento da situação comunicativa, ou seja, o referente está fora da superfície textual.


O referente "você" está fora da estrutura textual, ou seja, uma remissão exofórica.
 
  • Mecanismos de coesão: é meio pelo qual ocorre a coesão em um texto. Os principais são:

1) Coesão por substituição: consiste na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.

Ele comprou um carro. Eu também quero comprar um.
Ele comprou um carro novo e eu também.

Observe que ocorre uma redifinição, ou seja, não há identidade entre o item de referência e o item pressuposto. O que existe, na verdade, é uma nova definição nos termos: um, também. Comparemos com outro exemplo:

Comprei um carro vermelho, mas Pedro preferiu um verde.

O termo "vermelho" é o adjunto adnominal de carro. Ele é, então, o modificador do substantivo.
Todavia, esse termo é silenciado e, em seu lugar, faz-se presente a porção especificativa "verde". Logo, trata-se de uma redefinição do referente.

2) Coesão por elipse: ocorre quando elemento do texto é omitido em algum dos contextos em que deveria ocorrer.

-Pedro vai comprar o carro?
- Vai!

Houve a omissão dos termos Paulo (sujeito) e comprar o carro (predicado verbal), todavia essa não prejudicou nem a correção gramatical nem a clareza do texto. Exemplo clássico de coesão por elipse.
 
3) Coesão por Conjunção: estabelece relações significativas entre os elementos ou orações do texto, através do uso de marcadores formais - as conjunções. Essas podem exprimir valor semântico de adição, adversidade, causa, tempo...

Perdeu as forças e caiu. (adição)
Perdeu as forças, mas permaneceu firme. (adversidade)
Perdeu as forças, porque não se alimentou. (causa)
Perdeu as forças, quando soube a verdade. (tempo)

Observe que todas as relações de sentido estabelecidas entre as duas porções textuais são feitas por meio dos conectores: e, mas, porque, quando.

4) Coesão Lexical: é obtida pela seleção vocabular. Tal mecanismo é garantido por dois tipos de procedimentos:

a)Reiteração: ocorre por repetição do mesmo item lexical ou através de hiperônimos, sinônimos ou nomes genéricos.

O aluno estava nervoso. O aluno havia sido assaltado. (repetição do mesmo item lexical)

Uma menina desapareceu. A garota estava envolvida com drogas.
(coesão resultante do uso de sinônimo)

Havia muitas ferramentas espalhadas, mas só precisava achar o martelo.
(coesão por hiperônimo: ferramentas é o gênero de que martelo é a espécie)

Todos ouviram um barulho atrás da porta. Abriram-na e viram uma coisa em cima da mesa.
(coesão resultante de um nome genérico)

Observação: nos exemplos acima, observamos que retomar um referente por meio de uma expressão genérica ou por hiperônimo é um recurso natural de um texto.

Muitos estudantes de concursos ou vestibulares perguntam se é errado repetir palavras em suas redações. A resposta é simples: se houver, na repetição, finalidade enfática você não será penalizado.

Todavia, a escolha dos recursos coesivos mais adequados deve ser feita, levando-se em consideração a articulação geral do texto e, eventualmente, os efeitos estilísticos que se deseja obter.

b)Coesão por colocação ou contiguidade: consiste no uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico.

Houve um grande evento nas areias de Copacabana, no último dia 02.
O motivo da festa foi este: o Rio sediará as olimpíadas de 2016.
 
 

Livros indicados para concursos

Raciocínio Lógico para concurso

O livro de Raciocínio Lógico do Prof. Enrique Rocha trata-se de um livro já conhecido pelos concurseiros, cujo autor já mencionamos aqui no blog em meados de 2007, quando a disciplina fora exigida em diversos concursos como ABIN (que, inclusive, está para ser realizado novamente), Polícia Federal e outros.

Apesar da matéria ser tida por alguns como chata, o livro do Prof. Enrique busca, acima de tudo, tratar a matéria de forma simplificada, fazendo com que o leitor saiba desvendar as questões de concursos que envolvem o raciocínio lógico. Inclusive, o próprio nome do livro é: Raciocínio Lógico – Você consegue aprender.


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Além da teoria, o livro também traz:

- Exercícios resolvidos passo a passo;
- Esquemas e gráficos de apoio ao aprendizado;
- Exercícios das bancas mais exigentes do país com gabarito comentado.

Raciocínio Lógico Simplificado, O - Vol. 1

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Com esta obra, os experientes professores e autores Sérgio Carvalho e Weber Campos tiram do caminho todas as barreiras à compreensão do Raciocínio Lógico. Sua didática inconfundível, amadurecida ao longo de seus anos de magistério, usa cores para levar o leitor a aprender de maneira simples e com naturalidade. Temas aparentemente complexos revelam-se fáceis de ser compreendidos. Dessa forma, os autores comprovam que todos os que se propuserem a aprender o Raciocínio Lógico poderão fazê-lo de forma segura, tranquila e definitiva.

Este primeiro volume disseca, com teorias e questões, os Fundamentos de Lógica, a Equivalência Lógica e a Negação de Proposições, os Diagramas Lógicos, a Lógica de Argumentação, a Implicação Lógica, as Verdades e Mentiras, a Associação Lógica e, por fim, os Conjuntos.

Os autores lançam mão de uma didática particular, marcada principalmente pelo uso de cores para alcançar o máximo aprendizado do aluno.

Além da teoria, cada capítulo traz questões resolvidas e exercícios propostos com gabarito, para fixação da matéria.

Questões Comentadas de Direito Constitucional

1 - (CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2006) 59 - A limitação de idade para a inscrição em concurso público evidencia flagrante inconstitucionalidade, pois veicula discriminação abusiva em virtude da vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade, salvo se tal limitação justificar-se pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

Comentários:

Trata-se de uma excelente questão da CESPE que requer o entendimento atualizado do candidato.

Alguns cargos, como os da carreira policial, exigem que o candidato possuam limite de idade ou de altura. Seria inconstitucional essa exigência por ferir o princípio da isonomia e igualdade?

Apesar de toda a polêmica, o STF atualmente entende que são constitucionais essas limitações, desde que sejam previstas em lei, ou seja, não são válidas essas exigências quando são previstas apenas no edital do concurso, sem qualquer respaldo em legislação.

Vejamos:

EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. LIMITAÇÃO DE IDADE. PREVISÃO NA LEI 2.066/1976 DO ESTADO DE SERGIPE. INEXISTÊNCIA. A fixação do limite de idade apenas no edital do concurso não tem o condão de suprir a exigência constitucional de que tal requisito seja estabelecido por lei. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE-AgR 463382/Julgamento: 10/10/2006 ).

Portanto, sempre que prestar algum concurso, é essencial que o candidato leia todo o edital para saber os requisitos para o cargo. Imagine só você passar por várias etapas de um concurso e somente na prova de exame médico (biometria) saber que não poderá exercer o cargo em razão de não ter a altura mínima prevista em lei?

Como bem lembrou o leitor Rodrigues, a possibilidade de limitação de idade para inscrição em concurso é prevista na recente súmula 683, do STF:

Súmula 683, do STF: “O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

Está CORRETA a assertiva da CESPE.

Obs.: veja que se o candidato ler apenas o início da assertiva e logo marcar a questão pode se prejudicar, pois realmente a limitação de idade é inconstitucional............... SALVO se a natureza das atribuições do cargo justificarem tal exigência. Portanto, leiam tudo antes de decidir se a questão está certa ou errada.

Veja dicas específicas do professor Décio Terror para a prova dos Correios

 Veja dicas específicas do professor Décio Terror para a prova dos Correios

Confira dicas de pontuação, interpretação, nova ortografia e concordância verbal para a prova realizada pelo CESPE e que acontecerá no próximo domingo, 15 de maio.

O professor de português Décio Terror irá lançar um livro de Língua Portuguesa para Concursos com foco na banca CESPE (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), que será publicado em agosto. Ele aborda as peculiaridades da disciplina de português cobrada pelos exames elaborados pelo CESPE e foca justamente o fato de que a banca cobra uma boa interpretação, voltada para dois dados importantes a serem retirados do texto: o explícito e o implícito. Terror ressalta o quanto é importante o aluno praticar com aulas de exercícios como as que ele oferece para alguns concursos em andamento.

Confira algumas dicas do professor que podem te ajudar a mandar bem na prova de português dos Correios, que acontecerá no próximo domingo, e foi organizada pelo CESPE.

Tópicos principais

Na pontuação, lembre-se de que os termos explicativos podem ser separados por travessão, parênteses e vírgula. Veja um exemplo: “Angélica, professora de inglês, faltou ontem.” O termo “professora de inglês” é o aposto explicativo, então podemos separá-lo por travessões, vírgulas ou parênteses. Essa é uma questão que a banca sempre cobra.

O uso da Crase
Outra coisa importante é o uso da crase. Não se deve decorar aquele monte de regra. O que é importante: há crase quando um verbo ou um nome exige preposição “a” e um substantivo posterior exige artigo “a”. Exemplo: “Obedeço à lei.” “Tenho obediência à lei.” Veja que o verbo (obedeço) e o nome (obediência) exigem a preposição “a”. Mas só há crase, porque o substantivo “lei” é feminino e admite o artigo “a”. Muitas vezes o que a banca quer do candidato é apenas a atenção quanto a quem exige a preposição.

Em estruturas do tipo “Tenho obediência à lei”, muitas vezes esta banca pergunta se é o verbo que exige a preposição. Perceba que não, o verbo é transitivo direto e exige apenas o objeto direto “obediência”. Já este nome é também transitivo, exigindo complemento: o complemento nominal “à obediência”.

Concordância Verbal

Outra questão que o candidato deve observar atentamente é quanto à questão de concordância verbal, o que esta banca cobra é qual palavra exige que o verbo se flexione no singular ou plural. Exemplo: “O brasileiro atinge esta medida governamental”. Sabemos que o verbo “atinge” deve flexionar-se no singular. Mas qual palavra exige esta concordância? É isso que a banca quer saber. O verbo “atinge” é transitivo direto e o leitor poderia ficar na dúvida sobre quem seria o sujeito. Note que não é uma pessoa que atinge uma medida governamental, mas é a medida governamental que atinge o povo. Por isso dizemos que a interpretação é tão importante quanto a gramática.

Nova ortografia

Segundo o que temos de conhecimento do CESPE, basicamente o que poderiam cobrar sobre a reforma seria a supressão do trema: palavras como "consequência", "tranquilo" perderam o trema.

Outra dica básica: palavras com a vogal dobrada não recebem mais o acento gráfico. Isso ocorria com as vogais "ee" e "oo", como "creem", "deem", "leem" e "veem", "enjoo", "magoo", "voo", etc.

Além disso, devemos nos lembrar de que paroxítona que possui ditongo aberto tônico "éi","ói", "éu" não recebe mais o acento gráfico, como "ideia", "heroico". Permaneceram naturalmente nos monossílabos tônicos "méis", "dói", "réu" e nas oxítonas "anéis", "herói", "chapéu".

O uso do hífen dificilmente será cobrado, mas a regra é grande para comentarmos neste espaço.

Exemplos para questões de interpretação

Exemplo1:

"Joana vem se cansando muito no trabalho, pois sua rotina é muito forte. Ela toma duas conduções até o trabalho e isso tira dela pelo menos duas horas de sono. Tira mesmo, pois dificilmente ela consegue sentar-se no ônibus. Além disso, ela estuda à noite"

Questão: Entende-se do texto que Joana mora longe do trabalho e esse é o único motivo de se cansar no trabalho.

Exemplo2:

Bom, neste caso, entendemos que Joana está se cansando muito em sua rotina; mas os dados do texto não nos provam que é o único motivo. Perceba que esse dado é explícito: Note que no texto é dito que ela também estuda. Isso mostra que tem pelo menos dois motivos explícitos para se cansar.

Questão: Entende-se do texto que a produtividade de Joana está caindo no trabalho.

Note que isso não encontra dado explícito, nem implícito. Foi dito que ela se sente cansada. Mas daí inferir que ela não está produzindo bem é um equívoco. Não se pode provar isso no texto, por isso a afirmativa está errada. 

Saiba mais: Navegue também no site Português para Concursos do professor Décio Terror e tire suas dúvidas diretamente com ele.

3 de ago. de 2011

Questões Comentadas do Estatuto da Criança e do Adolescente

Questões Comentadas do Estatuto da Criança e do Adolescente

1 - (CESPE – 2009 – DPE/ES – Defensor Público) Quem contrata, eventualmente, os serviços sexuais de adolescentes não pratica o crime, previsto no ECA, de submeter a criança ou o adolescente à prostituição ou à exploração sexual, pois tal tipo penal não abrange a figura do cliente ocasional diante da ausência de exploração sexual nos termos da definição legal, segundo o STJ.

Resposta: Correto, amigos. Este é de fato o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça a respeito do tema. Tem entendido a referida Corte que o crime previsto no art. 244-A[1] do ECA nãoabrange a figura do cliente ocasional, diante da ausência de exploração sexual nos termos da definição legal. Quando o agente contrata adolescente, já entregue à prostituição, para a prática de conjunção carnal, não há a incidência do dispositivo em comento, o qual exige a submissão do infante à prostituição ou à exploração sexual.

[1] Art. 244-A. Submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do art. 2o desta Lei, à prostituição ou à exploração sexual:

Pena - reclusão de quatro a dez anos, e multa.

2 - (EXAME DE ORDEM OAB 2007.1 2.ª FASE CESPE/UNB) Se o ato infracional praticado pelo adolescente, primário, equipara-se ao crime de tráfico de entorpecente, assemelhado aos hediondos, é legítima a aplicação de medida de internação, considerando que a infração está revestida da mesma gravidade? Fundamente sua resposta.

Resposta: Errado.

Comentários: Conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça, a medida sócio-educativa de internação está autorizada nas hipóteses taxativamente previstas no art. 122, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). São as seguintes: 

a) ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; 
b) reiteração no cometimento de outras infrações graves; 
c) descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.

Dessa forma, a gravidade do ato infracional equivalente ao delito de tráfico de entorpecentes não enseja, por si só, a aplicação da medida sócio-educativa de internação, se a infração não foi praticada mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ex vi do art. 122, inciso I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.  A reiteração no cometimento de infrações capaz de ensejar a incidência da medida sócio-educativa da internação, a teor do art. 122, inciso II, do Estatuto da Criança e do Adolescente, ocorre quando praticados, no mínimo, 3 (três) atos infracionais graves (STJ HC 156400 / PE DJe 21/06/2010).

31 de jul. de 2011

Como prever o que cairá na prova?

Como prever o que cairá na prova?

Autor: William Douglas


Havia um intelectual que veio a ser membro da banca examinadora de um concurso dificílimo. Autor de vários livros e com currículo brilhante, ele era o terror dos candidatos. Suas perguntas eram ainda mais difíceis do que o próprio concurso. Um dia, contudo, um professor inteligentíssimo percebeu que todas as perguntas eram tiradas das notas de rodapé de determinados livros que, por muito apreciados pelo examinador em questão, acabavam sendo fonte constante das questões de concurso que formulava. Então, uma apostila de poucas páginas, só com as notas de rodapé, passou a ser o suficiente para todo mundo ser aprovado naquela disciplina.

Muito bem, este artigo é baseado em fatos reais! Agora vou contar dois casos meus. Dei aula para um grupo de alunos que se preparava para o concurso de Delegado de Polícia/RJ. Na véspera da prova específica discursiva, acertei 4 de 5 questões. Meus alunos achavam que eu era oráculo, mágico, ou coisa parecida. Mas não era isso, eu apenas fiz a pergunta: "Se eu fosse examinador desse concurso, o que eu perguntaria?" Basta observação, pragmatismo e o desejo de fazer alguma coisa funcionar. Isso incomoda a muitos, pois há uma tendência a querer que todos sigam os padrões tradicionais. A Academia, a Universidade e os intelectuais não gostam do que chamam de "listas", "receitas" e do que é rotulado como "autoajuda". O problema é que há horas para ser acadêmico, e horas para ser pragmático (como no caso dos concursos). Somos criticados apenas porque seguimos outro padrão. Não existe um padrão certo e outro errado, eles apenas são diferentes. Isso vale para aulas, livros, cursos, projetos, preferências sexuais etc.

Outro caso sobre padrões. Minha apostila de Medicina Legal, hoje livro, foi feita por um sistema muito simples. Eu me perguntava o que seria importante para um Delegado de Polícia saber nessa disciplina. Isso bastou para a então apostila ser considerada "ouro em pó", pois matava todas, ou quase todas, as questões dos concursos. Isso só deixou de funcionar no Estado do Rio de Janeiro quando a banca mudou o padrão, deixando de perguntar o que um Delegado precisa saber e passou a indagar, numa decisão lamentável, coisas que nem quem faz o concurso para perito é capaz de responder. A funesta decisão da banca não matou minha apostila, pois hoje é um livro com outros autores e muito bem recebido. Mas matou a lógica racional no concurso, prejudicou muita gente e fez a Polícia Civil perder ótimos Delegados, reprovados numa matéria importante, mas que não devia ser cobrada dessa maneira.

Muito bem, o fato é que a técnica utilizada pelo professor que citei, e por mim, nos dois casos anteriores, é muito simples. Primeiro, a gente observa ou se indaga o que seria razoável cair ou o que está caindo nas provas. Segundo, traça-se um padrão que o examinador esteja seguindo. Em suma, o que mais comumente ele usa. Aí, por fim, anota-se tudo que, estando dentro do Programa do Edital, se encaixa no padrão. Tudo que estiver no padrão, a gente anota. A técnica nada mais é que se antecipar ao examinador. Para fazer isso é preciso ter muito conhecimento e estudo, e usar a inteligência. Vale citar que aquele examinador citado no primeiro caso é um gênio, tem muito a dar, mas na hora de perguntar, ele seguia um padrão simples, que foi plotado por olhos que o observavam. Eu fazia isso quando concurseiro, depois como professor.

As pessoas que às vezes criticam essas técnicas, a meu ver, não compreendem a ideia ou, pior, se sentem ameaçadas por quem não segue os padrões que elas elegeram. Descobrir o que vai cair e estudar o assunto é atividade inteligente. Saber "chutar", embora criticado por tantos, tem seu lugar também. Minha aula sobre "chute" que está na Área de Ciência e Tecnologia do Youtube, já tem mais de 250.000 exibições. Muitos criticam as técnicas, mas se esquecem do meu pragmatismo e das orientações que dou no livro ao tratar do assunto. Repare que o pessoal do Google, um time genial, classificou o "chute" em Ciência e Tecnologia, o que não é correto, mas mostra que nem todo mundo acha o "chute" uma fraude. Saber a hora de chutar, e como, e bem, é inteligência posta a serviço do sonho. Digo que o ideal é saber a respostas, mas se isso não acontecer…

Além da previsão do futuro e do "chute", o modelo de livros para concursos também foi criado a partir da análise de padrões. Ao criar os livros para concursos, eu quis ajudar os concurseiros que, como eu, sofriam por falta de material adequado. Sem saber, estava quebrando um paradigma e criando um novo nicho editorial. Na minha época, só havia apostilas e livros espessos – as primeiras com menos do que o candidato precisava; os livros, com muito mais que o necessário para passar. Então, sugeri ao Sylvio Motta que incluísse uma nova parte no livro de questões de Direito Constitucional que ele estava preparando. Sugeri que ele fizesse uma teoria resumida, do tamanho adequado para concurseiros. Em resposta, ele disse que topava a proposta se eu participasse do projeto da parte teórica. Aceitei, e dali saiu um livro em co-autoria que foi aquele que começou a série "Provas & Concursos", que revolucionou o mercado. Até o dia em que paramos de publicar aquela obra juntos, mais de 50.000 livros já tinham sido vendidos. Mais que isso, chamamos os amigos professores e saiu dali toda uma série. Claro que apareceu gente para criticar a "indústria dos concursos", mas o fato é que, até aquela época, ninguém se preocupava com os concurseiros. Hoje, o cenário mudou e até as editoras jurídicas já estão cuidando de ter séries para concursos públicos. Mais uma vez, tudo aconteceu a partir da identificação de um padrão e de uma simplificação, qual seja, atender não a tudo, mas apenas ao padrão. Isto é muito eficiente.

Descobrir o padrão simplifica o trabalho e isso não serve apenas para concursos. A técnica funcionará tanto melhor quanto mais razoável for quem estiver do "outro lado". O macete é: identifique o padrão utilizado pela outra pessoa e você saberá o futuro. O que vai cair na prova, o que uma pessoa fará amanhã, como ela reagirá a uma dada situação, como ela se sairá em um negócio. Prever comportamento só não funciona muito com os loucos. Eles não seguem necessariamente um padrão. Mas, se definirmos que o sujeito é maluco, então já teremos um padrão para ele: nesse caso, não se pode usar os padrões anteriores porque ele não segue padrões. Felizmente, não é o caso da maior parte dos examinadores e humanos. Somos uma raça de padrões. Muitos padrões diferentes, mas padrões. Infelizmente, contudo, existem pessoas e bancas, e alguns governos, loucos.

O desafio é descobrir o padrão. Se a banca, o sócio, o cônjuge, o cliente etc. não seguir um padrão, seguirá outro. Descubra qual é o padrão e você poderá prever o futuro. O resultado só vai mudar se a pessoa mudar o padrão, mas para isso ela tem que estar observando, querendo mudanças, precisa estudar, ou fazer terapia, ou sofrer muito, ou se converter a algum credo, ou ver a morte de perto… Por falar em mudar padrões, se você está sendo reprovado em concursos, veja o que precisa fazer para mudar seu padrão de atitudes-pensamentos-comportamentos e, assim, poderá mudar o padrão dos resultados também.

Descobrir o que vai cair na prova pode ser feito de várias formas. Isso inclui estudar o Programa todo, fazer as provas anteriores, entender como cada instituição trabalha (Cespe/Unb, Esaf, FCC, por exemplo), desenvolver e analisar estatísticas, reparar o que está acontecendo na época da prova, ouvir os professores especializados (acessíveis nos livros, cursos e na internet)… Falo sobre isso nos meus livros para concurso e no meu site, e há muito material disponível sobre o tema.

Fazer provas não tem tanto a ver com saber a matéria, quanto tem com saber fazer provas, saber estudar com foco. Por enquanto, claro. Um dia, os examinadores evoluirão e aglutinarão os conceitos de "saber" com "saber fazer provas". Enquanto eles não aprendem a fazer isso, estamos diante de dois assuntos diferentes. De minha parte, quero ajudar a educação a evoluir e a melhorar as provas, mas, até lá, quero ver meus alunos, leitores e amigos conseguindo resultados. E, para isso, precisamos aprender a jogar o jogo e a dançar a música que está tocando. Um dia, quebraremos o disco e poremos música melhor, advirto.

Quando intelectuais criticam os livros para concursos, se esquecem que tais livros são perfeitos para o fim a que se destinam. Se querem mudar os livros para concursos, basta mudar a forma de se indagar nas provas. Nós, concurseiros, alunos e professores, somos muito adaptáveis. Para concluir, assim como a academia tem muito a aprender com os concursos, o serviço público tem muito a aprender com a iniciativa privada. Mas este já é outro assunto. Precisamos melhorar o serviço público e minha maior esperança é contar com você, concurseiro.

Por fim, outra pergunta ótima é, além de "qual é o padrão?", indagar "o que é o mais importante?". E, se o tema for administração do tempo, "o que é de fato importante, é urgente?" Essas reflexões, mais do que "apenas" fazer você passar em concurso, pode nos ajudar a melhorar o país, a nossa vida, o amanhã. Com esforço e inteligência, é possível produzir um hoje mais saudável e um amanhã bem melhor para todos.